domingo, 11 de abril de 2010

Teologia em trânsito

Ontem fiquei o dia todo em sala de aula, estudando pós-modernidade e religião com um grupo de lato sensu. Daí não postei nada, deixei para hoje, com as idéias mais soltas. Acordei me lembrando do trânsito. Vou de ônibus diariamente à faculdade, são quarenta minutos de passeio, dentre os quais 3 minutos atravessando a terceira ponte, com uma vista magnífica do oceano atlântico. Gosto de fazer teologia em trânsito. Leio e fico pensando em elucubrações teológicas. Ao mesmo tempo, observo o jeito do trânsito. E isso me faz pensar em teologia e vida.
Se há uma boa razão para crermos em Deus é que Ele é o criador e sustentador da vida. E como ele nos fez à sua imagem, deveríamos também apreciar a vida e sustentá-la. Mas não é isso o que ocorre no trânsito. Barbeiragens, brincadeiras, celulares, dvds, desrespeito às regras básicas.
Lei não é boa, não salva, não serve para tornar a gente feliz. Mas há certas leis que nos ajudam - as do trânsito estão entre elas. Regras básicas para a convivência no espaço público ser saudável e não ameaçar a vida de ninguém. No entanto, dados estatísticos indicam que no Brasil morrem cerca de 50.000 pessoas e 350.000 ficam feridas anualmente no trânsito - e ele é a primeira causa da morte de jovens do sexo masculino.
Fiquei pensando em quantos sermões ouvi sobre trânsito. Nenhum, em quase quarenta anos de igreja. Pensei em quantos preguei. Nenhum, em vários pastorados!
É mais do que hora de retificarmos essa negligência. Por amor ao deus da vida, e por amor a quem deus ama, façamos do trânsito um tema da teologia e da prédica.

Teologia, em trânsito!

2 comentários:

  1. Kharis kai eirene

    Acredito que a teologia não apenas está em trânsito, mas também em transe, hipnótico em alguns, histérico em outros, mas em trânsito.

    ResponderExcluir
  2. Tem razão, há muitas teologias transitando para outros mundos...

    ResponderExcluir